Aretha no Everest: Acampamento Base do Everest

Depois de 10 dias de caminhada na montanha, Aretha chegou ao Campo Base do Everest, e ali ela vai ficar pelos próximos 30/40 dias. Todos os anos, uma “mini cidade” se forma no sopé do Everest.

O campo fica localizado a 5.300 metros de altitude, e a caminhada até lá é uma das rotas de trekking mais populares no Himalaia (cerca de 40.000 pessoas por ano fazem a caminhada lá do aeroporto de Lukla). E para chegar até lá, é necessário muito preparo físico e força de vontade, pois a caminhada é intensa.

Ao final dela, uma pedra repleta de bandeirolas coloridas tem uma placa com os dizeres “Acampamento Base do Everest”. O cenário é coroado pela visão do glaciar mais alto do planeta, o Khumbu, e é rodeado por alguns dos picos mais emblemáticos e famosos existentes na Terra.

Aqui, aventureiros de todo o mundo acampam em centenas de barracas das mais diversas cores enquanto aguardam os dias passarem: eles estão se aclimatando para, aí sim, realizar a subida da montanha mais alta do mundo. Mas nem todos: há quem venha até aqui como destino final da caminhada, o que também é comum. Não é o caso de nossa querida Aretha, que vai continuar até o topo da montanha.

A vida no acampamento base é uma mistura de rotinas domésticas comuns, desafios logísticos, comunhão entre pessoas de várias nacionalidades e ocasionais episódios um tanto perigosos, porém raros.

As viagens comerciais destinadas à escalada do Monte Everest começaram a se tornar comuns a partir da década de 1990. Com isso, o aumento do turismo ao pico, ocasionando uma maior movimentação de pessoas, levou ao aparecimento de uma “cidade” movimentada a mais de 5300m de altura, próxima ao Glaciar de Khumbu.

Existem aqui dois heliportos: um localizado ao Sul do acampamento, onde helicópteros evacuam ocasionais doentes ou feridos, que são transportados até Kathmandu, e outro ao Norte, destinados a voos particulares de pessoas que não queiram fazer a caminhada entre o acampamento e as aldeias.

A empresa Everest Link é a responsável por manter os alpinistas ligados ao restante do mundo através de cartões pré-pagos de Internet banda larga.

Aqui também fica a tenda da Associação de Resgate dos Himalaias “Everest ER”, que presta serviços básicos de saúde. Em casos mais graves, é utilizado o heliporto para evacuar pacientes. É importante lembrar que, a medida que os alpinistas sobem a montanha, o risco de edemas pulmonares, cerebrais e embolia aumenta muito. Por isso, é necessário muito, mas muito preparo.

Uma ONG criada pelo povo da região, Comité de Controle da Poluição de Sagarmatha, é quem faz a gestão e recolhe os resíduos sólidos do acampamento e ao longo das trilhas de trekking.

Existem tendas que servem como casas de banho, construídas de modo a que os resíduos possam ser removidos em contentores de plástico forrados com sacos de lixo, para serem transportados para altitudes mais baixas e eliminados. O lixo também é recolhido da mesma forma. Assim, o acampamento é mantido relativamente limpo, dentro do possível para uma pequena cidade. No entanto, o problema de poluição do Everest é real: basta aventurar-se um pouco fora da trilha para encontrar vestígios de expedições de tempos mais antigos, menos iluminados. O governo do Nepal está atualmente a desprender recursos em esforços para remover gradualmente todo este lixo.

O acampamento base, para cada montanhista, é visto de uma forma diferente. Para uns, é apenas um asilo temporário onde se espera para poder escalar o Everest. Para outros, é uma comunidade diferente de todas as outras no planeta, repleta de pessoas que de outra forma muito provavelmente nunca se encontrariam. E todas unidas por um mesmo motivo: pelo amor ao trekking, e o respeito à gigantesca montanha que ascende a partir dali, como que vigiando e esperando pelos bravos aventureiros que se arriscam a subi-la.


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