05 de Setembro: Dia da Amazônia

O Dia da Amazônia é celebrado anualmente em 5 de setembro.  A data foi criada para conscientizar as pessoas sobre a importância da maior floresta tropical do mundo e da sua biodiversidade para o planeta. Mais do que nunca, é momento de utilizarmos esta data para este fim, com o agravamento dos problemas que há anos afetam este que é um dos biomas mais diversos e importantes do nosso planeta.

Neste mesmo dia, em 1850, Dom Pedro II decretou a criação da Província do Amazonas, onde hoje é o estado com o mesmo nome. No entanto, com uma área de 5,5 milhões de quilômetros apenas de floresta, a Amazônia se estende pelos estados do Acre, Amapá, Pará, Amazonas, Roraima, Rondônia, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, além de outros países como Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e a Guiana Francesa. O nosso país concentra 60% da floresta.

A diversidade de espécies de plantas é a mais alta da Terra, sendo que alguns um quilômetro quadrado amazônico pode conter mais de mil tipos de árvores e milhares de espécies de outras plantas. De acordo com um estudo de 2001, um quarto de quilômetro quadrado de floresta equatoriana suporta mais de 1 100 espécies de árvores.

A região é o lar de cerca de 2,5 milhões de espécies de insetos, dezenas de milhares de plantas e cerca de 2 000 aves e mamíferos. Até o momento, pelo menos 40 000 espécies de plantas, 3 000 de peixes, 1 294 aves, 427 mamíferos, 428 anfíbios e 378 répteis foram classificadas cientificamente na região. Um em cada cinco de todos os pássaros no mundo vivem nas florestas tropicais da Amazônia. Os cientistas descreveram entre 96 660 e 128 843 espécies de invertebrados só no Brasil.

Na primeira década do século XXI, o desmatamento tinha diminuído significativamente na Amazônia brasileira. No entanto, de acordo com dados do Instituto Socioambiental (Isa), nos dois primeiros meses de 2019 a destruição da vegetação nativa na bacia do rio Xingu atingiu 8.500 hectares de floresta, o equivalente a 10 milhões de árvores e superou em 54% o desmatamento no mesmo período em 2018. Este ano somente o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) detectou mais de 74 mil focos de incêndios florestais na Amazônia.

A perda da biodiversidade, resultado da destruição da floresta, é um problema sério. Outro problema é a emissão de carbono que ocorre quando uma árvore é cortada. Na casa dos milhões, isso pode inclusive acelerar o aquecimento global. Para se ter uma ideia, a região concentra 10% das reservas de carbono do mundo. O desmatamento insustentável levará a redução das chuvas e ao aumento da temperatura.

A Amazônia é rica e diversa. No entanto, não deve ser vista como uma fonte provedora de recursos naturais. Ela deve ser vista como um santuário para a vida, uma obra da natureza que levou milhares e milhares de anos para ser concluída, e cuja importância para nós é imensurável. Nós podemos salvá-la, podemos protegê-la. Mas temos que fazer isso urgentemente.


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